Securitizadora: tudo o que você precisa saber antes de abrir a sua

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Está pensando em abrir uma securitizadora ou factoring? Então não deixe de ler este artigo até o final! 

Recorrer a empréstimos nas instituições financeiras tradicionais tende a ser a primeira opção de empresas que precisam de liquidez. Contudo, existem outras possibilidades que apresentam mais vantagens, e nesse contexto, os serviços de uma securitizadora se destacam. 

Por esse motivo, no artigo de hoje, vamos te explicar o conceito e os diferenciais que esse modelo de negócio apresenta, e faremos comparações com outras alternativas do mercado.

Além do mais, também vamos te mostrar tudo o que você precisa saber para abrir a própria securitizadora

O que é uma securitizadora?

De maneira resumida, securitizadora é uma organização jurídica que tem como principal conceito a aquisição de recebíveis do mercado empresarial mediante deságio, utilizando tanto de recursos próprios quanto de terceiros. 

Em outras palavras, trata-se de um negócio que compra títulos de dívidas que determinada companhia tem para receber. Com isso, a SEC oferece um pagamento antecipado e, por consequência, recebe uma parte do valor como remuneração.

Para deixar a compreensão mais simples, imagine a seguinte situação: 

Sua empresa tem um cliente que realizou uma compra de R$100 mil reais, e que vai pagar essa dívida apenas daqui 90 dias

No entanto, a sua empresa precisa desse capital hoje para contemplar algum tipo de demanda, como, por exemplo, a realização de novas operações, a organização do estoque, o pagamento de outras dívidas, a melhora do fluxo de caixa, entre outras.

Nesse contexto, a securitizadora entra em ação e oferece uma antecipação desse recebimento, te pagando um valor de R$90 mil reais. 

Assim, sua empresa teria esse capital na mão hoje, e a SEC receberia os R$100 mil do seu cliente daqui a 90 dias, conquistando assim, um lucro de R$10 mil reais

Mas afinal, quem são os agentes envolvidos nesse tipo de operação?

Uma operação de securitização envolve 3 personagens diferentes, são eles:

Cedente: 

Responsável por transferir o ativo em questão para a instituição securitizadora.

Securitizadora: 

Instituição que age como intermediário e realiza toda a operação. Ou seja, é ela que compra os ativos dos cedentes e os reúne como lastro para criar o título securitizado.

Investidor: 

É a parte que compra os títulos securitizados no mercado, por meio de debêntures, atraído pela possibilidade de conquistar uma rentabilidade com os direitos creditórios.

Os investidores ganham uma taxa de retorno com base nos pagamentos de capital e nos juros associados à operação.

Vale dizer que existem diversos tipos de securitizadoras no Brasil, que contemplam os setores agrícolas, financeiros, imobiliários e também de ativos empresariais (que será o foco deste conteúdo). 

Quais operações ela pode fazer?

O tipo mais comum de operação, e também o mais seguro, é chamado de operação performada, quando o cedente do título já concluiu sua prestação de serviço ou entregou o produto vendido ao cliente final, tornando-o ideal para a venda.

Também existem as operações denominadas como “tranche”, que se refere ao serviço que está em execução ou, em caso de produtos, que estão em transporte para o cliente. 

O “fomento à produção” é outro modelo de operação que merece destaque. Neste caso, a securitizadora recebe a ordem de pedido feita pelo cliente ao cedente, e com isso, ela antecipa os recursos necessários para a aquisição dos produtos/matéria prima, alavancando, por consequência, o negócio. Posteriormente, a SEC recebe os títulos de crédito com vencimento futuro decorrente daquela operação.

Um outro conceito

Se você chegou até aqui, e está pensando em atuar nesse mercado, talvez já tenha dado de cara com o termo “factoring”, que seria uma outra alternativa desse segmento.

Acreditamos que compreender as características desse modelo de negócio é muito importante, por isso, no próximo tópico, traremos algumas informações importantes sobre o assunto.

Factoring: afinal, o que é isso?

Factoring é a definição de uma operação que também é conhecida como “Fomento Mercantil”. Trata-se de um método que possui semelhanças claras com a securitização, pois tem como base o ato de comprar contas a receber de uma empresa, com o prazo de pagamento médio de 15 a 100 dias. 

Assim, essas empresas recebem o valor das vendas de forma mais rápida, e podem superar problemas relacionados ao fluxo de caixa. 

Vale dizer que, quando um novo título é adquirido, a companhia de factoring passa a ser responsável por todo o controle da negociação, contemplando também, os casos de inadimplência do cedente.

Factoring X Securitizadora: entenda as diferenças

Por mais que sejam parecidos, esses dois conceitos apresentam diferenças relevantes entre si. Por esse motivo, não deixe de analisar cada característica antes de tomar a sua decisão.

Para começar, uma das principais vantagens da securitizadora é o custo da operação de crédito, que é consideravelmente mais barato do que uma factoring.

Na securitizadora, não há alíquota de IOF, nem de ISS para as operações realizadas. Além disso, a carga tributária de uma factoring fica entre 29% e 35%, enquanto em uma securitizadora gira entre 7% e 24% sobre a receita bruta.

Outro ponto importante é que a factoring utiliza somente recursos próprios, enquanto a securitizadora pode utilizar recursos próprios e de terceiros, como investidores, não acionistas, por meio da emissão de debêntures.

O que são debêntures?

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas, como securitizadoras, que oferecem direito de crédito ao investidor.

São investimentos de renda fixa, de longo prazo, com remuneração acima do CDI. Em geral, as debêntures são negociadas entre empresa e investidores previamente, ajustando aspectos como suas condições básicas, a remuneração determinada e o prazo para resgate.

Abrir uma securitizadora é um processo muito complexo?

De maneira geral, sim, principalmente para quem não possui expertise jurídica e contábil, ou não tem uma equipe dedicada para formatar suas operações.

Porém, com a Bankme, fintech que cria e opera mini bancos, você tem a chance de estruturar e abrir a sua securitizadora de uma forma rápida e muito menos burocrática.

Por meio dessa solução, você e seu fornecedor terão acesso a um sistema próprio, dedicado à antecipação de recebíveis. Nele, seus parceiros poderão solicitar esse tipo de operação quando quiser. 

Além do mais, sua SEC terá como base uma equipe de especialistas que irão cuidar de todas as demandas mais complexas, prospectando sua carteira de potenciais clientes, identificando novas oportunidades de negócio e realizando todos os trâmites necessários para o negócio girar. 

Com isso, tanto a sua empresa quanto o seu fornecedor poderão desfrutar de uma saúde financeira mais bem estabelecida, e você ainda conquistará uma boa rentabilidade por cada movimentação.

Ou seja, se você já ofertava risco sacado para os seus fornecedores, ou realizava operações de fomento à produção, com sua própria securitizadora, isso ficará ainda mais rentável.

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