Como criar um FIDC: entenda o conceito e confira uma alternativa mais vantajosa

Neste conteúdo, você vai descobrir como criar um FIDC, e também vamos te apresentar o conceito e as desvantagens dessa alternativa de investimento

Está pensando em conquistar rentabilidade e quer saber como criar um FIDC

Neste material, você terá acesso a diversas informações relevantes sobre o assunto, e poderá compreender o conceito, entender como funciona e descobrir tudo o que é necessário para colocar essa operação financeira em prática.

Além do mais, também vamos te mostrar uma outra solução que apresenta mais vantagens para quem deseja entrar nesse segmento. Vamos lá?

FIDC: afinal, o que é? 

Antes de criar o próprio FIDC, é preciso ter consciência plena do seu conceito.

FIDC, ou Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, é uma alternativa de investimento que consiste na aplicação de títulos de crédito, que tem como base o contas a receber de uma organização.

Trata-se da união de um grupo de investidores que, juntos, disponibilizam recursos financeiros para que determinada empresa possa antecipar seus recebíveis, em troca de uma taxa pré-determinada. 

Ou seja, enquanto a empresa recebe os recursos de forma adiantada, os investidores recebem, posteriormente, o dinheiro de volta com o lucro do valor corrigido.

Vale dizer que 50% do patrimônio líquido desse fundo deve ser contemplado por direitos creditórios. 

Como funciona um FIDC? 

Os FIDCs podem apresentar dois modelos de negócio, o aberto e o fechado, e também podem ter prazos de duração determinados ou indeterminados.

Todo FIDC, sem exceção, apresenta um regulamento que determina a política de investimento do fundo, contemplando tópicos como os critérios de composição e de diversificação da carteira, os riscos de crédito, os riscos do mercado, entre outros.

Além do mais, também é preciso pontuar os pilares da estruturação de um FIDC, que envolvem um total de 5 figuras imprescindíveis para o processo. Confira abaixo: 

  • Cedente: empresa titular dos direitos creditórios;
  • Estruturadores: instituição responsável por dar sequência nos procedimentos do FIDC;
  • Custodiante: instituição financeira que gerencia os valores a receber, e que é responsável pela custódia do fundo;
  • Administrador: responsável direto pelo FIDC;
  • Cotistas: investidores do fundo.

Como criar um FIDC?  

A complexidade de criação é, sem dúvidas, uma das principais desvantagens de um FIDC, afinal, sua constituição depende de diversas entidades envolvidas.

Por isso, além de te explicar os processos necessários para abrir um FIDC, também vamos te apresentar uma alternativa menos burocrática e com muito mais vantagens, por isso, não deixe de ler até o final.

Abertura de um FIDC

Para iniciar o procedimento de abertura, é preciso analisar a estrutura viável da empresa, e definir com qual modelo de composição ela irá trabalhar (aberto ou fechado).

Também é necessário realizar o cadastro nos órgãos reguladores, e definir a composição de governança corporativa, que inclui o banco gestor, banco custodiante, banco administrador e auditoria.

Após executar esses passos, é preciso adquirir um software para realizar as operações, e investir na contratação da equipe (contemplando o operacional interno e o time comercial).

Todo esse procedimento tende a demorar entre 12 e 24 meses para ser finalizado, e possui um custo médio de R$80.000,00.

Gestão de um FIDC

De acordo com a instrução nº356 da CVM, a constituição de um FIDC necessita de:

  • Auditor independente
  • Agência de Rating 
  • Custodiante
  • Administradora/Gestora 

Com isso, é esperado um custo médio mensal de R$50.000,00 para manter essa operação ativa.

Operação

A liberação das operações é feita pelos órgãos reguladores, normalmente em até 3 dias, com base nas limitações do tipo de FIDC escolhido, e da análise simples do cedente/sacado;

As taxas de operação passam pela aprovação do conselho e dos órgãos reguladores, e os gastos de prospecção e estruturação saem do seu bolso. 

A partir disso, é possível afirmar que o breakeven da operação é atingido quando o FIDC começa a movimentar R$ 15 milhões mensalmente, a uma taxa de 2% a.m.

Rentabilidade

No quesito rentabilidade, o FIDC apresenta algumas características importantes. Primeiramente, o saque dos lucros só pode ocorrer ao final do contrato de encerramento do fundo, além disso, 50% do valor integralizado deve ser liquidado nos primeiros 90 dias.

Vale dizer que o FIDC não apresenta nenhuma tributação, por outro lado, os cotistas dos FIDCs estão suscetíveis a pagarem o IRRF.

Conclusão

Ou seja, criar um FIDC pode sim ser uma boa opção, principalmente para quem possui muitos recursos para investir. Além do mais, ela também pode apresentar ótimos números, principalmente se você tiver a chance de dedicar bastante tempo durante a estruturação.

Contudo, sabemos que essa não é a realidade de todos, por isso, queremos te apresentar uma alternativa muito mais rápida, repleta de vantagens, com 80% menos burocracia e por um preço muito menor.

Nós, da Bankme, criamos uma solução exatamente assim, ideal para quem deseja desfrutar de uma alta rentabilidade, sem precisar enfrentar tantos processos complexos, caros e demorados.

Quer saber mais informações? Então não deixe de clicar no botão abaixo para acessar o nosso comparativo agora mesmo!

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Leia também: Securitizadora: tudo o que você precisa saber antes de abrir a sua

Glossário Fintech: conheça e entenda os significados dos termos

As fintechs são empresas que redesenham a área de serviços financeiros com soluções inovadoras nos diferentes produtos e serviços baseados inteiramente em tecnologia. 

O termo vem exatamente dessa essência: é a junção das palavras financial (financeiro) e technology (tecnologia).

E quando o assunto é finanças e tecnologias a Bankme é expert no assunto, então preparamos um Glossário especial para você entender os termos mais utilizados dentro de uma fintech e o seu significado. 

Termos mais comuns e utilizados para definir ações de uma fintech

Aceleradora – São instituições que ajudam a acelerar o crescimento de uma startup e, em alguns casos, elas podem se tornar sócia minoritária da empresa.

Aporte de capital – Um aporte de capital é, essencialmente, um investimento ou contribuição financeira em uma fintech ou startup, normalmente para ajudá-la a crescer ou conquistar um objetivo específico. Os aportes costumam ser realizados por fundos de venture capital (embora existam outros tipos de investidores) e podem fazer parte de rodadas de investimento (pule para este termo no menu para saber mais).

Benchmark – É um índice de referência usado para avaliar o desempenho de uma aplicação. Ele é uma ferramenta bastante usada por bancos e fundos de investimento. 

Quer se comparar com o resto do mercado? Faça um benchmark. Esse processo consiste em identificar casos em outras empresas que podem servir de exemplo ou lição. Fazer uso das métricas já usadas por empresas que trabalham no mesmo ramo que a sua, te ajuda a aperfeiçoar o seu negócio. Então, “benchmark” nada mais é que pesquisar, fazer contato com profissionais, empresas conhecidas no mercado que tenham exemplos concretos para demonstrar.

Backoffice – É uma área que fica por detrás das cortinas, prestando suporte para outras áreas da empresa e procura garantir o perfeito funcionamento dos processos para que o resultado final não seja impactado de maneira negativa. 

Por exemplo: para que o banqueiro consiga concluir a operação, o aplicativo precisa estar funcionando perfeitamente. E quem garante isso é o time da Tech.  

Breakeven – É uma métrica que indica quando a empresa dará lucro. Dizer que uma empresa atingiu o breakeven significa que ela não está mais dando prejuízo, mas ainda não oferece lucro. 

Por exemplo: se uma empresa necessita de R$100.000,00 para operar e faturar R$100.000,00, significa que ela atingiu o breakeven.

B2B – São empresas que fazem negócios com outras empresas, a sigla B2B vem da abreviação de Business to (two) Business. Aqui na Bankme, por exemplo, criamos Mini Bancos para outras empresas.

B2B2C – É a relação de consumo que ocorre entre empresas, mas visa atingir o consumidor final. Podemos ver isto acontecendo, por exemplo, quando vendemos a antecipação de recebíveis no B2B2C.  

B2C – São empresas que fecham negócio diretamente com o consumidor final, a sigla B2C vem da abreviação de Business to (two) Consumer.

C-level – São pessoas que atuam como líderes nas diversas verticais de negócio – ou chiefs, de onde vem o C. 

Os executivos C-level participam ativamente da estratégia da empresa e são responsáveis por tomar decisões de alto impacto.

Entre os C-level mais comuns estão:

  • CEO: Chief Executive Officer, o mais sênior do negócio e para quem, muitas vezes, os outros C-level respondem. Costuma ser o  principal rosto da empresa para o mercado;
  • CFO: Chief Financial Officer, o executivo mais alto dentro da vertical de finanças;
  • COO: Chief Operating Officer, responsável por toda a estrutura de operações da empresa;
  • CMO: Chief Marketing Officer, que cuida das operações de marketing e marca;
  • CTO: Chief Technology Officer, no comando das equipes de tecnologia e inovação.

Cedente – É quem cede seus títulos em troca de crédito, ou seja, estabelece o contrato de cessão de crédito, transferindo para a empresa financeira (no caso a Bankme) o direito de recebimento sem a necessidade da concordância do devedor (para quem ele vendeu). 

Debênture – Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas – como a securitizadora – que oferecem direito de crédito ao investidor. Elas funcionam como ações do banco e, quando um investidor adquire uma debênture, ele adquire também o direito de receber dividendos.

ESC – A Empresa Simples de Crédito é um tipo de empresa sancionada através da Lei Complementar nº 167, que permite a empresa ou sociedades limitada realizar operações de antecipação de recebíveis, empréstimos e financiamentos para empresas de pequeno porte. 

Forecast – O termo se refere ao orçamento de uma empresa e traça a estimativa de vendas, custos e despesas para determinado período de tempo.

Fintech –  É a junção das palavras em inglês “financial” e “technology”, as fintechs são startups ou empresas que desenvolvem produtos financeiros totalmente digitais e focados em inovação.

FIDC – É a sigla para Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, são fundos de investimento que destinam parcela preponderante de seu patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios. Eles reúnem recursos financeiros de diversos investidores para uma aplicação em conjunto. 

Investidor-anjo – Um indivíduo que investe capital próprio em startups, geralmente nos estágios iniciais do negócio e antes da primeira rodada de investimento. Costuma ser um investidor experiente, que ajudará a startup não só com o dinheiro, mas com mentoria e networking inicial que vai sedimentar aportes futuros. 

Reunião kick-off – Quando falamos de reunião kick-off estamos nos referindo a uma reunião inicial de um projeto.

Risco sacado – Risco Sacado, o “Desconto de Títulos” nomeado pelos bancos tradicionais, é uma alternativa para as empresas na obtenção imediata de recursos financeiros. Ele consiste na antecipação dos títulos a receber de clientes, e tem esse nome pois leva em consideração o “risco” de recebimento por aquele título, impactando diretamente nas taxas cobradas pelo serviço.

SEC – É a abreviação de Securitizadora, são empresas constituídas no formato de uma Sociedade Anônima, com a finalidade exclusiva de securitizar ativos empresariais gerados de operações praticadas por empresas, ou seja, é uma empresa dedicada à operações financeiras estruturadas no recebimento de direitos creditórios, ou recebíveis, em troca de pagamento á vista. O risco de crédito a que os detentores dos títulos emitidos estarão expostos são absorvidos pela empresa (securitizadora) em troca de uma taxa de juros.

Sacado – Também chamado de pagador — é quem paga o boleto relativo à aquisição de um produto ou serviço. Ele pode ser uma instituição financeira, cliente ou consumidor, é para ele que o “cedente” vende o produto e serviço.

Startup – É o termo utilizado para designar um modelo de empresa inovadora, que se baseia em tecnologia e visa resolver uma dor de mercado. São empresas que operam em um mercado de alto risco e que buscam continuamente investimentos externos. Assim, elas podem potencializar seu crescimento e desenvolver suas soluções de maneira mais rentável.

Unicórnio – Unicórnios são startups avaliadas em pelo menos 1 bilhão de dólares. A expressão brinca com a ideia de que uma startup tão valiosa assim, seria tão rara e mágica quanto um… unicórnio!

KPI – Do inglês Key performance indicator, é um termo para designar as métricas de performance de um projeto ou processo dentro de uma empresa. Essas “chaves” são destrinchadas por times ou setores, que determinam seus indicadores principais e suas respectivas metas.

Valuation Quanto vale uma empresa? É essa pergunta que o valuation tenta responder. E a resposta vai variar dependendo de quem faz a avaliação e qual é a metodologia adotada. As valuations são feitas com base em uma série de fatores, como a receita da empresa, número de clientes, potencial de crescimento, plano de negócio, etc.

POC – prova de conceito (do Inglês, Proof Of Concept) é um método que tem o objetivo de verificar se um projeto foi desenvolvido com sucesso. 

Conte com a Bankme para entender mais sobre o universo de fintechs no Brasil e quais são as vantagens e desvantagens desse novo mercado de crédito que vem sendo desenvolvido.

Fique ligado em novos conteúdos no nosso blog!

Ganhe fôlego de caixa com o Supply Chain Finance

É comum o caixa das empresas secarem com o fim de ano e sofrerem um pouco com as contas que chegam no começo do ano. 

A antecipação de recebíveis pode ser a solução para fluxo de caixa ideal nesses períodos que as companhias estão caminhando. Já que muitas pequenas e médias empresas (PMEs) podem sentir dificuldades na gestão financeira. Então, o desafio é lidar com todas essas despesas e, ainda assim, manter o fluxo de caixa positivo. 

E neste conteúdo você vai poder entender como manter um caixa saudável e proporcionar melhor gestão.

Como Supply Chain Finance ajuda seu caixa a ficar positivo

O Supply Chain Finance (SCF) é o tipo de fomento de capital direcionado exclusivamente aos fornecedores, representando uma solução financeira que está à disposição das companhias para equilibrar a relação que estabelecem com toda a sua cadeia produtiva

Este benefício está diretamente associado à reposição de matéria-prima e à entrega dos materiais necessários para que as produções ganhem fôlego e as vendas das empresas aconteçam, por exemplo. 

O objetivo, no entanto, é dedicar atenção a essa cadeia e ter a certeza de que todas as movimentações estão seguindo o fluxo ideal – desde a compra de materiais, logística de transportes, sistema de armazenamento, ciclo produtivo e a gestão do estoque.

Soluções que se destacam com o Supply Chain Finance

Existem algumas soluções no mercado que remetem ao Supply Chain Finance, tais como acordos de limite de crédito sacado com instituições bancárias e plataformas de leilão de taxas. 

No entanto, a aplicação total do conceito, em que o capital de financiamento é originado de empresas que fazem parte da cadeia, só é possível com a criação de braços financeiros dedicados às operações. 

Isso porque, por meio deles, os compradores trabalham baseados no relacionamento com fornecedores, negociando prazos maiores para o pagamento de produtos e/ou serviços e oferecendo o recebimento adiantado desses recebíveis com taxas mais baixas.

Com isso, o fornecedor obtém capital de giro sem a necessidade de empréstimos junto aos bancos e financeiras. Tal tecnologia desempenha uma função essencial nestes processos, atuando como o recurso que automatiza as transações, tornando-as mais rápidas, eficientes, baratas e transparentes. 

Diante deste cenário é possível gerar competitividade e aumentar a rentabilidade da sua empresa, facilitando, assim, a expansão dos negócios – além de, claro, outras vantagens, como trabalhar com o fluxo de caixa positivo, simplificar processos, analisar seu mercado de suprimentos e flexibilizar a cadeia de suprimentos.

É imprescindível ressaltar que o financiamento entre os diversos elos da cadeia de suprimentos pode ocorrer de duas maneiras, são elas:

  1. Utilizando recursos próprios da empresa ou empresário, ao qual passa a financiar diretamente com o fornecedor, 
  2. Negociando com instituições financeiras para obtenção de crédito mais barato por meio de risco sacado (que rentabiliza para as instituições).

No caso das instituições financeiras, por exemplo, é muito comum que peçam um excesso de documentações para as empresas e, em alguns casos, até para os fornecedores.

Acreditamos que essa burocracia prejudica o acesso aos serviços de crédito, prolonga o prazo de espera do recebimento e até descredibiliza a sua empresa diante dos fornecedores. 

Por isso, ao pesquisar instituições financeiras, opte pelas que oferecem o SCF de forma desburocratizada, ágil e digital.

Benefícios de contar com um braço financeiro 

Otimização do fluxo de caixa: Para alcançar máxima eficiência e lucratividade, uma empresa precisa trabalhar com fluxo de caixa equilibrado. Isso significa expandir o prazo de pagamento da compra de insumos para uma data posterior ao recebimento pela venda do produto final.

Padronização das contas a pagar: Empresas sadias trabalham com dias pré-definidos para o pagamento de seus parceiros e fornecedores, para que elas ganhem em previsibilidade de rotina, eficiência do seu time operacional e melhor planejamento financeiro.

Liquidez ao fornecedor: Mesmo com o alongamento do prazo no pagamento das contas da sua empresa, o seu fornecedor não perde a liquidez de caixa, bastando poucos minutos para receber à vista o direito creditório antecipado, garantindo a sustentabilidade do seu negócio.

Saúde Financeira: Manter um fluxo de caixa saudável atrelado à previsibilidade financeira reflete diretamente no fortalecimento da empresa, que naturalmente deixa de recorrer aos empréstimos e passa a contar com um bom perfil e score no mercado.

Relacionamento de confiança: Ter um braço financeiro próprio, suportando seu fornecedor, promove um sentimento de confiança e segurança do acesso ao crédito mesmo em meio às crises, cenário em que grandes instituições costumeiramente retiram sua oferta do mercado.

FIDCs: o que são e como funcionam?

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, conhecidos pela sigla FIDC, são fundos de investimento que destinam parcela preponderante de seu patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios.

Direitos creditórios são títulos representativos de crédito, originários de operações realizadas nos mais diversos segmentos. Em outras palavras, são valores a receber por um produto vendido ou serviço prestado por uma empresa (cedente) para outra (sacado).

E neste conteúdo vamos explicar para você, como funcionam os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios e como eles podem proporcionar lucratividade para quem possui um FIDC.

Mas antes, entenda o que são FIDCs 

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios ou FIDCs são uma forma de investimento em renda fixa constituídos sob a forma de condomínio aberto.

Em outras palavras, ele reúne recursos financeiros de diversos investidores para uma aplicação em conjunto

Neste caso, os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas de acordo com o disposto no regulamento do fundo, ou fechado, em que as cotas somente são resgatadas ao término do prazo de duração do fundo, de cada série ou classe de cotas conforme seu regulamento, ou em virtude de sua liquidação.

Em todo caso, o cotista somente poderá retirar seu capital no prazo acordado em contrato, nem antes e muito menos depois, somente na data estipulada. 

E claro, de acordo com a lei, 50% do patrimônio líquido do fundo precisa ser aplicado em direitos creditórios, ou seja, créditos que as empresas têm a receber.

São eles: aluguéis, cheques, duplicatas ou valores que foram parcelados no cartão de crédito. Essas dívidas são convertidas em títulos e vendidas a terceiros. 

Por exemplo: uma empresa de leite vende seu produto a prazo para um consumidor por meio de cartão de crédito. Estes recebíveis (as parcelas a serem pagas pelo consumidor) podem ser vendidos para um FIDC, Banco ou Mini Banco na forma de direitos creditórios. Isso permite à empresa antecipar o recebimento destes recursos em troca de uma taxa de desconto que, por outro lado, vira rendimento para os investidores do fundo.

Como funciona o FIDC?

O FIDC também pode ser dois tipos de modelos de negócio, aberto ou fechado, além de ter um prazo de duração determinado ou indeterminado.

Todo FIDC, sem exceção, possui um regulamento que, entre outras disposições, determina a política de investimento do fundo e suas características de atuação – como os critérios de composição e de diversificação da carteira, os riscos de crédito, de mercado e demais riscos envolvidos e, se for o caso, o segmento em que o fundo atuará.

Como funciona a composição do FIDC?

O FIDC tem uma estruturação bem simples, porém bastante particular e diferente dos demais Fundos de Investimentos. Nele existem 5 figuras que compõem o processo:

  • Cedente: empresa titular dos Direitos Creditórios.
  • Estruturadores: instituição responsável pelo andamento de todo o processo do FIDC.
  • Custodiante: instituição financeira que gerencia os valores a receber e responsável pela custódia do fundo.
  • Administrador: responsável direto pelo FIDC.
  • Cotistas: investidores do fundo.

Percebe como cada uma dessas figuras desenvolvem um papel essencial para que o FIDC funcione?

Com essa estrutura, o FIDC consegue ter mais controle sobre operações que os demais investimentos do segmento.

Quais são as vantagens e desvantagens do FIDC?

Como agora você já entendeu o que é um FIDC, veja um resumo das vantagens e desvantagens do Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Confira esses tópicos e sempre tenha em mente esses pontos na hora de investir no FIDC:

Vantagens

  • Rentabilidade.
  • Negociação com mercado secundário.
  • São classificados por agência de risco, deixando claro aos cotistas o risco do fundo.

Desvantagens

  • Investimento restrito a profissionais qualificados.
  • Não é assegurado pelo FGC.
  • O valor mínimo para o investimento inicial é de R$30 mil, o que torna um valor inicial alto.
  • Como é um investimento muito restrito, possui baixa liquidez.
  • Tempo de constituição de 120 dias a 1 ano.

Como funciona a tributação do FIDC?

Apesar de possuírem várias características únicas, os FIDC seguem a regra geral para tributação de investimentos de renda fixa. 

Assim, é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) regressivo para resgate realizado antes de 30 dias, e o Imposto de Renda é aplicado diretamente na fonte no momento do resgate.

Vale a pena investir em FIDC?  

Seja como for, vale a pena fazer uma análise profunda do FIDC antes de escolher aplicar. Também avalie se ele se encaixa na sua estratégia de investimento e está de acordo com os seus objetivos e perfil de investidor e considere os modelos do mercado com o mesmo foco em direitos creditório, como Securitizadoras, Empresas Simples de Crédito e Mini Bancos.

Caso busque um formato menos burocrático e que atenda os mesmos princípios de rentabilidade, você pode entrar em contato com a a Bankme, nossos consultores irão  indicar o melhor modelo de negócio para seus objetivos.   

Franqueadoras contam com seus próprios braços financeiros

“A medida em que novos clientes iniciam o seu relacionamento com a Bankme, montando seus Mini Bancos, novos horizontes são apresentados para que possamos fomentar ainda mais a cadeia produtiva do Brasil”.

É com este apontamento do nosso Chief Operating Officer (COO), André Bravo, que queremos iniciar este artigo, provando para você o quão sadia se mostra a estruturação de um Mini Banco, seja no formato de Securitizadoras ou Empresas Simples de Crédito (ESC), servindo inclusive, para a alavancagem de franquias.

Então descubra as vantagens que sua franqueadora pode obter sendo dona do seu próprio Mini Banco.

Começamos pelo franqueador: o franqueador, por essência, é o ponto central de apoio para toda estruturação de seus franqueados. Mas, essa centralização se elevada à máxima potência, pode trazer ainda mais benefícios para todos os envolvidos. Veja só!

Se o franqueador é capitalizado, ele pode não apenas ter parceiros que forneçam os insumos e equipamentos necessários para que o franqueado monte sua estrutura, mas também se antecipar na aquisição de tais produtos, pleiteando por melhores condições e valores junto de tais fornecedores.

E onde entra o Mini Banco nessa história?

Através do seu Mini Banco, você pode conceder linhas de empréstimo ou antecipação de recebíveis aos franqueados que não disponham de valor suficiente para adquirir o produto à vista, permitindo o pagamento parcelado de tais aquisições.

“Aliás, do que pudemos identificar até aqui em nossa base de clientes franqueadores, este era um dos principais óbices para abertura de novos franqueados: o alto custo para aquisição da estrutura necessária. Para eles isso era um problema, agora, com a Bankme, não é mais”, comenta André.

Mais além, considerando o bom relacionamento entre franqueador e franqueado, atrelado ao amplo conhecimento da situação financeira entre as partes, é possível ainda que o franqueador selecione franqueados com bom histórico e ofereça linhas de crédito para que eles invistam no próprio negócio e alavanquem ainda mais seu crescimento.

Enfim, como facilmente podemos perceber, o resultado desta junção entre Franquia & Mini Bancos Bankme é puro enriquecimento financeiro de todos os envolvidos.

O franqueador aumenta sua rentabilidade, enquanto o franqueado tem a facilidade nas aquisições necessárias para estruturar seu negócio e, inclusive, ganha linhas de crédito para investir no mesmo.

A Bankme, por sua vez, trabalha constantemente para entregar produtos que propiciem ainda mais forma de múltiplo crescimento para todos os envolvidos nesta cadeia produtiva.

Empresa Simples de Crédito: características e benefícios

Neste artigo você vai entender mais sobre o conceito de Empresa Simples de Crédito e como ela funciona na prática.

A ESC (Empresa Simples de Crédito), sancionada pela Lei Complementar nº 167/19, atua fornecendo crédito para pequenas e micro empresas através de financiamento, empréstimo ou desconto de recebíveis. A região de atuação da ESC está limitada ao município sede e aos municípios limítrofes.

A fonte de receita é exclusivamente oriunda dos juros recebidos das transações realizadas e o seu volume de operações está limitado ao seu capital social, ou seja, ela só pode emprestar com recursos próprios. 

Qual é o objetivo de uma ESC?

A Empresa Simples de Crédito foi criada pelo governo para incentivar o mercado e impulsionar a economia nacional.

Ela pode ser conceituada como sendo um novo tipo de negócio que realiza operações de empréstimos e financiamentos exclusivamente para pequenas empresas, ou seja, Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas e Empresas (ME) de Pequeno Porte (EPP).

Para André Bravo, COO da Bankme, “estas novas alternativas que vêm sendo legalizadas, democratizam o acesso ao crédito e criam saídas práticas e mais acessíveis que as dos bancos tradicionais”.

Ele reforça que temos um oligopólio bancário no Brasil e é por esse motivo que a inovação é tão importante.

“Até pouco tempo atrás, o Brasil contava com uma lista insignificativa, em termos de números, de bancos. Isso está começando a mudar. As ESCs, securitizadoras, fintechs e novas formas de lidar com o dinheiro e com o lucro chegaram com tudo e são o grande temor dos bancos tradicionais, que trabalham de forma engessada para segurar os clientes e dificilmente liberar crédito a quem precisa”. 

Além disso, trata-se de uma boa oportunidade para quem quer abrir uma empresa e realizar empréstimos, já que a ESC pode ser aberta por qualquer pessoa física que atenda os requisitos legais mínimos.

Gostou deste artigo sobre Empresa Simples de Crédito? Temos um E-book dedicado às suas características técnicas e jurídicas, você o acessa por esse link ou em nossa página de materiais.

Aproveite para conferir este post sobre como funciona e para que serve uma securitizadora, outro modelo de braço financeiro inovador!

O que é uma Fintech e como ela inova o mercado financeiro

Já se imaginou livre da burocracia dos bancos tradicionais?

E se todos os serviços pudessem ser resolvidos a qualquer hora do dia por meio de seu smartphone — com direito a atendimento de qualidade à sua disposição?

Para o pesadelo dos bancos tradicionais, que se agarram à burocracia para segurar seus clientes, esse mundo já existe e se chama fintech.

Mas você sabe realmente o que é fintech?

Provavelmente, você já utiliza algum serviço de uma fintech e nem saiba. O mais famoso e pioneiro é o Nubank. Ainda temos entre as mais conhecidas a Creditas, parceira da Bankme, PicPay, GuiaBolso, PagSeguros e Banco Inter.

As fintechs são empresas que redesenham a área de serviços financeiros com soluções inovadoras nos diferentes produtos e serviços baseados inteiramente em tecnologia

O termo vem exatamente dessa essência: é a junção das palavras financial (financeiro) e technology (tecnologia).

Fintech ou startup? Entenda diferença

Podemos dizer que as fintechs são uma espécie de evolução das startups do setor financeiro. Muitas pessoas sabem o que significa fintech, mas não sabem a diferença entre fintech e startup.

As startups são modelos de negócios inovadores, fortemente apoiados na tecnologia, com baixo custo, imersos em uma dinâmica de crescimento escalável e costumam atingir um segmento tradicional como um furacão.

As fintechs não ficam tão distantes disso, elas também trabalham para facilitar a vida das pessoas, fazendo com que elas consigam resolver problemas e utilizar serviços com rapidez e segurança. Essa postura inovadora explica porque essas empresas cresceram mais de 350% entre agosto de 2015 e maio de 2017, segundo dados do FintechLab, portal nacional sobre o ecossistema das fintechs.

O número de empresas criando soluções inovadoras para o setor financeiro vem crescendo.  Trata-se de uma tendência mundial de inovação que veio para transformar a relação das pessoas com o dinheiro.

As fintechs evoluem com o tempo. Por isso, mesmo que ela nasça com foco em um único produto, pode começar a oferecer outros, de acordo com a demanda do mercado e dos clientes.

As fintechs são seguras?

Está aí um questionamento comum: será que as fintechs são seguras? As fintechs são reguladas da mesma forma que os bancos: a legislação aplicada a eles e os órgãos reguladores são os mesmos.

Boa parte dos serviços financeiros é regulamentado pelo Banco Central, mas, dependendo do caso, também entra em ação a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a Susep (Superintendência de Seguros Privados). Para ter certeza de que uma fintech tem permissão para atuar, basta buscar pelo CNPJ dela no site do órgão regulador responsável.

Em alguns aspectos as fintechs são até mais seguras do que os tradicionais modelos dos serviços financeiros, uma vez que todas as transações são online e, consequentemente, passam por checagens automatizadas de segurança e ficam registradas, podendo ser rastreadas em caso de necessidade.

O maior objetivo das fintechs é se tornar uma fintech unicórnio, isto é, uma empresa com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão.

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Como Antecipar Recebíveis?

Precisar esperar os receita de recebíveis com prazos muito longos é sempre impactante para o capital de giro e as contas do dia a dia.

E para manter a empresa funcionando, aumentar investimento em produção, quitar dívidas jurídicas e ainda fazer o negócio crescer, gestores financeiros tentem a tomar empréstimos ou fazer jogadas que nem sempre são ideais financeira ou tributariamente.

Para esses casos, a antecipação de recebíveis possibilita que empresas recebam o adiantamento da nota fiscal ou cheque de clientes que normalmente pagariam em meses. Esse processo é legal e pode ajudar na saúde do caixa da empresa.

Como saber se devo antecipar recebíveis?

A antecipação de recebíveis é um recurso que pode ser utilizado não apenas para quitar dívidas e folha de pagamento de fornecedores e colaboradores.

Também pode ser um aporte para auxiliar o investimento em crescimento e expansão dos negócios. 

Para medir a necessidade de antecipar recebíveis, antes de mais nada, a empresa precisa fazer um planejamento financeiro e definir a necessidade de capital de giro.

Em todo caso algumas perguntas podem ser úteis para a definição da utilização deste serviço:

  • Meu cliente PJ me paga a prazos muito longos?
  • Isso afeta diretamente o fluxo da minha empresa?
  • Preciso de capital de giro agora para honrar meus compromissos?
  • Tenho um plano de expansão, mas dependo de pagamentos que ainda não recebi?

Respondendo a essas questões, fica mais fácil saber se a antecipação é a solução que você busca e precisa. 

Veja como funciona a antecipação com a Bankme:

1. Sendo fornecedor de um parceiro Bankme, você já tem acesso liberado para antecipar todos os títulos deste cliente com a Bankme sem análise de crédito;

ilustração de acesso ao crédito

2. O fornecedor entra em nosso portal e seleciona o XML ou PDF do título a ser antecipado;

homens se cumprimentando

3. Enviamos um aditivo (ou borderô), discriminando todos os títulos e valores a serem antecipados;

Ciclo pagamento

4. Fornecedor assina este documento e, imediatamente, a Bankme credita o valor em sua conta.

Homem e dinheiro

E não é só isso! Você que é fornecedor e quer antecipar recebíveis de outros clientes que não sejam parceiros da Bankme, pode também. Neste caso, o processo passa pela análise de crédito. 

Agora que você já sabe como funciona a antecipação de recebíveis, ficou mais fácil comparar as condições oferecidas nessa modalidade com outras opções disponíveis. 

E fica aqui mais uma dica: ao escolher uma instituição financeira para tomar crédito, não decida considerando apenas as taxas de juros.

Como funciona uma Securitizadora?

Quando precisamos de dinheiro para tirar ou projeto do papel ou arcar com as contas, o banco é sempre a primeira opção, no entanto, não é a única. 

Como o mercado está sempre inovando, é possível encontrar alternativas para melhorar as finanças da sua empresa, e é sobre uma dessas alternativas que vamos falar nesse artigo.

O que é uma Securitizadora?

Securitizar é transformar direitos creditórios, que podem vir de vendas ou prestações de serviços, em títulos que podem ser negociados no mercado financeiro.

E uma securitizadora, é uma empresa que antecipa os recebimentos do que se vendeu a prazo

Esse tipo de atividade financeira, proporciona a opção de dividir entre vários investidores um risco que ficaria somente com um só credor. Dificultando, assim, uma possível quebra, caso a dívida não seja paga. 

E quais são as vantagens de uma Securitizadora?

Uma grande vantagem de uma securitizadora é que ela permite que a dívida seja usada como um produto financeiro. Dessa forma, sendo manejada por quem entende de capitais. 

Isso movimenta o mercado, já que, por exemplo, uma construtora não precisa mais depender mais do pagamento da compra de um apartamento, parcelada por mais de 30 anos. A empresa recebe todo o dinheiro em troca da transferência da dívida para um ou mais investidores.  

O COO da Bankme, André Bravo, elencou mais algumas das principais características de uma securitizadora e como ela funciona:

  • A Securitização é um procedimento financeiro que converte títulos de crédito (duplicatas, cheques, notas promissórias) a vencer em recurso imediato;
  • Aumento do capital de giro;
  • Melhora a gestão do fluxo de caixa da empresa cliente;
  • Aumenta a capacidade produtiva;
  • Proporciona autonomia sobre seus recursos financeiros;
  • Otimiza rentabilidade do seu dinheiro;
  • Aumenta o poder de negociação junto aos fornecedores (compra à vista);
  • Agilidade no atendimento ao cliente.

A essa altura, você deve estar pensando que toda essa estruturação parece complexa e trabalhosa, e não vamos mentir: é mesmo! Mas,

“é justamente nesse contexto que surge a Bankme. Somos a primeira fintech no Brasil especialista no assunto (criar mini bancos) e cuidamos de absolutamente tudo para que você concentre seus esforços exclusivamente no crescimento da sua empresa, das suas receitas e no fortalecimento da sua cadeia produtiva”, explica André.

Da abertura da sua securitizadora à operacionalização, é tudo por nossa conta!

Gostou de saber disso? Então, acompanhe nosso blog e esteja sempre ligado nos conteúdos que a Bankme traz para você.  

Saiba como fazer a melhor gestão financeira na sua indústria

Não adianta ter um excelente produto se a gestão financeira da indústria não contar com a ajuda de todos dentro dela para conseguir trabalhar com excelência. É uma área que:

  • preocupa-se em obter lucros crescentes;
  • faz crescer o valor patrimonial;
  • permite a detecção de problemas;
  • otimiza processos;
  • distribui recursos coerentemente;
  • planeja para curto, médio e longo prazos.

Não é raro ver uma indústria com gestões financeiras inadequadas pela falta de parceria interna. Portanto, vejamos como isso atrapalha o desempenho do gestor financeiro e depois, vamos ver algumas boas práticas financeiras para que todos da indústria saibam e se envolvam. 

Vamos juntos até o fim para saber se pode ou não esquecer… 

Coisas que atrapalham a Gestão Financeira

Para ter sucesso, a gestão financeira deve conduzir corretamente os processos gerenciais, conhecer o que faz cada área da indústria e administrar as demandas, encaminhando os recursos corretos para todas elas. 

Mas nem sempre a gestão financeira dá conta de fazer tudo, pois carece do apoio e de dados precisos de outros setores. Daí ela acaba trabalhando…

Sem planejamento: o que é inaceitável, pois um plano mostra o jeito mais prático de realizar tarefas dentro de um prazo, tais como a criação de um fundo de caixa.

Sem organização do orçamento da indústria: e sem isso não dá para enxergar projeções de receitas e de gastos, ou o balanço da indústria, e muito menos onde ela quer chegar.

Sem administração do fluxo de caixa: o que impede o bom andamento de todo processo dentro da indústria, e a impede de crescer saudável. 

E talvez, o pior efeito de todos…

Sem a separação das finanças pessoais com as da empresa: são grandes as chances da fábrica trocar os pés pelas mãos, usando verbas pessoais para cobrir despesas empresariais e vice-versa.   

E como virar o jogo?

A empresa ou indústria, deve entender que a gestão financeira é o coração que bombeia informações preciosas para as tomadas de decisões, e principalmente recursos para que todos os órgãos funcionem bem.

Por isso, todos devem apoiar e dar liberdade para ela trabalhar de modo otimizado e realizar o seu papel dentro da máquina. Eis alguns:

Fluxo de Caixa bem gerenciado

Nada melhora no fluxo sem dedicação ao controle e o monitoramento dos valores que entram e saem. Além dos softwares de gestão, ajuda também contar com informações precisas de todos os envolvidos. Pois com o fluxo de caixa bem administrado dá para começar a planejar outros objetivos na indústria. E com um plano definido, a gestão financeira consegue enxergar tudo de cima para baixo e agir com mais precisão. 

Ligando o Setor Financeiro

Se tudo gira ao redor do dinheiro, então o setor Financeiro é o de maior responsabilidade. Portanto, é o que mais deve ser assistido pelos demais. Os colaboradores do setor Financeiro devem ter condições para ficar ligados em tudo, através de indicadores e movimentações do mercado. Eles são responsáveis pelo monitoramento dos custos reais e de previsão de caixa, apontando como lidar com pagamentos, cobranças e aquisições etc. 

Projeções realistas das receitas

Projetar as vendas, as receitas e os lucros é algo que demanda considerar resultados atuais e trabalhar com índices de rendimentos menores, para ser tudo mais real e seguro. O problema é que, seja por dados imprecisos e ou até mesmo a ansiedade dos proprietários, muitas indústrias erram projetando rendimentos além do real, e pior, desconsiderando riscos e imprevistos comuns no decorrer do processo. A solução é não ser tão otimista, e mais realista. 

Projeções de custos surreais

No caminho contrário de uma projeção otimista de receita, os custos baixos costumam atrapalhar cegamente o planejamento estratégico.  Para acertar mais, é preciso ver os resultados recentes da indústria — dos quais todos são responsáveis —, considerando esses dados com uma taxa de favorecimento e o aumento dos custos.  Assim, a projeção pode ficar mais próxima do que é visto na prática. 

Equilibrar o índice de capital imobilizado

Se uma indústria imobilizar uma parte significativa do seu capital, torna-se grande o risco de enfrentar obstáculos na hora de receber o resultado esperado, e o risco de gastar tempo e mão de obra cobrindo imprevistos. Portanto, a liderança estratégica deve tomar cuidado com o volume de imobilizados. 

Criação e monitoramento de OKRs

Como o próprio nome diz, um OKR significa Objectives and Key Results. A miúdos, é estabelecer objetivos e transformá-los em resultados chaves que levam ao sucesso de um plano maior.  Mas tais objetivos devem desafiar e não desanimar o time, para que eles se envolvam. Por isso, precisam ser reais e não meramente ideais — daí, o envolvimento de  todos. Alguns exemplos seriam: – Diminuição percentual de custos e de desperdícios do setor; – Otimização da estrutura financeira para mais flexibilização do fluxo de caixa;  – Aumento de orçamento para urgências e oportunidades. 

Criação e monitoramento de KPIs

Um KPI significa Key Performance Indicator, ou seja, um indicador de desempenho do time com base nos objetivos macros da empresa, como os citados anteriormente.  Eles refletem determinado período, o que permite análises pontuais do processo estratégico ou operacional do time, e até do indivíduo. Os indicadores podem ser estratégicos, de produtividade, qualidade, capacidade etc., e cada indústria deve criar seus KPIs conforme seus objetivos maiores. 

Melhores negociações com fornecedores

Quem sabe negociar consegue usar informações preciosas para obter vantagens durante o processo.  Por isso, manter o financeiro sempre informado com feedbacks de aquisições é primordial nesse momento. Assim, há chances de ocorrer uma boa negociação, que promova a redução de custos e o aumento da margem de lucro.  

Documentação sempre em dia

A saúde da indústria depende também dela estar atenta a todos os seus órgãos e mantê-los em pleno funcionamento. E nisso enquadra-se toda a documentação da empresa. Muitas vezes, o financeiro depende do envolvimento de terceiros para conseguir controlar tais demandas. Imagine o tempo que gera um setor financeiro desorganizado… Com a ajuda de todos, este deve ser o mais ágil. 

Então, pode esquecer? 

Vimos que sem uma boa gestão financeira, todos os setores de uma indústria correm riscos. Mas, ao mesmo tempo, uma boa gestão financeira depende, inclusive, do envolvimento de todos os departamentos. 

Claro que mudanças não ocorrem do dia para a noite. No entanto, se tais mudanças organizacionais nunca começarem a acontecer, aí sim você pode esquecer.